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Google vai dá até 100 mil dólares em concurso de IA

Que a Google tem investido em inteligência artificial, isso não é novidade para ninguém; um exemplo disso é que, na última semana, a empresa anunciou que irá utilizar IA para melhorar buscas na ferramenta Drive. Agora, a companhia, junto com a The National Collegiate Athletic Association (NCAA) – em português, Associação Atlética Universitária Nacional –, divulgou que irão premiar, com 100 mil dólares, os cientistas da computação que escreverem o melhor software de IA para prever o resultado do torneio de basquete March Madness.

O concurso, que tem como objetivo escolher um novo suporte para o próximo campeonato de basquete da faculdade, será organizado pela Kaggle, comunidade online que reúne cientistas de dados do mundo todo, desafiando os participantes a criar e treinar modelos de aprendizado de máquina para prever os resultados de jogos da temporada.

Não é a primeira vez que técnicas de inteligência artificial são usadas para construir um suporte de March Madness, nem é novidade que a Kaggle organiza uma competição para ver qual máquina é melhor. Porém, desta vez a disputa oferece um diferencial: se trata de um conjunto de dados que contém todos os momentos dos jogos femininos e masculinos, desde 2009 – cerca de 40 milhões de peças.

Vale ressaltar que as equipes serão julgadas com base em uma função de perda de registro, que verifica se a previsão de um modelo é correta, bem como a confiança desse protótipo. Dessa forma, quanto menor for a perda de registro da equipe, mais chances de ganhar a competição.

Para cada um dos torneios – feminino e masculino –, a equipe que ficar em primeiro lugar receberá US$ 25 mil; o segundo lugar ganhará US$ 15 mil, enquanto a equipe que ficar em terceiro lugar irá faturar US$ 10 mil. O prazo para submissão é até esta quinta-feira (15); em seguida, as equipes inscritas que disputarão o torneio feminino e masculino da Divisão I poderão ver como seus modelos lidam com os resultados ao vivo dos jogos.

Googlando Plus

Inteligência artificial do Google derrota gênio chinês em jogo de tabuleiro

AlphaGo vence primeira partida contra Ke Jie, número um do mundo em go
O jovem chinês Ke Jie perdeu a primeira partida contra o computador AlphaGo - CHINA STRINGER NETWORK / REUTERS

  Em Pequim o supercomputador da Google voltou a superar um ser humano ao derrotar nesta terça-feira Ke Jie, jovem gênio chinês de go, antigo jogo asiático de estratégia. O computador batizado como AlphaGo ganhou venceu a primeira de três partidas contra o número um do mundo na modalidade, que havia se gabado — cedo demais — que poderia vencer uma "máquina sem alma".

  O AlphaGo, criado pela DeepMind Technologies, filial da Google especializada em inteligência artificial com sede em Londres, causou sensação no ano passado ao vencer em quatro partidas o sul-coreano Lee Se-Dol. Foi a primeira vez que um software venceu um grande jogador de go.

  A vitória de AlphaGo foi comemorada como um novo passo tecnológico para os computadores, agora capazes de conduzir carros e ajudar a humanidade a resolver problemas científicos, técnicos ou médicos. O computador é equipado com algoritmos que permitem que aprenda com as suas experiências. Ke Jie, que se descreve como "pretensioso", aceitou este desafio, mesmo após ter sofrido um revés no início deste ano, quando foi derrotado em um jogo on-line por um adversário misterioso. Soube-se depois que era o próprio AlphaGo.

  Em 1997, o campeão mundial de xadrez Garry Kasparov foi derrotado pelo computador Deep Blue da IBM. Mas o desafio parecia mais difícil para uma máquina no caso do go, jogo muito mais complexo.

  Criado há cerca de 2,5 mil anos na China, o go, também conhecido como igo no Japão e baduk na Coreia, à primeira vista parece bem simples. Munidos de pedras brancas e pretas, dois jogadores devem colocá-las alternadamente nas interseções de um tabuleiro quadrado com 19 linhas em cada lado de forma a cercar completamente a maior área possível ou as peças do adversário, que assim são retiradas do jogo. Ganha quem ao final tiver a maior soma de interseções controladas (totalmente cercadas) e pedras tomadas.

  À medida que o tabuleiro começa a ficar cheio, no entanto, a complexidade do jogo cresce exponencialmente. Enquanto uma partida de xadrez pode se desenrolar em cerca de 10^120 configurações (um seguido de 120 zeros, um número tão grande que já supera de longe a estimativa do total de átomos no Universo, da ordem de até 10^82), um jogo de go pode seguir numa árvore com inimagináveis 10^768 ramificações. Isso exige um cuidadoso equilíbrio entre defesa e ataque que devido à grande área de busca e à dificuldade de avaliar posições e movimentos foi considerado por muito tempo um dos maiores desafios no campo da inteligência artificial.

Fonte

Google cria sons jamais escutados pelos humanos

O projeto NSynth (de “Neural Synthesiser”), realizado pela Magenta (divisão de IA do Google), usa redes neurais profundas para criar sons. E os mais recentes criados pelas inteligências artificiais são sons completamente desconhecidos pelo ouvido humano — até então.

Esse sistema mescla o som de dois instrumentos musicais, e, de acordo como gigante, os resultados são sons bastante diferentes do que seria capaz de reproduzir tocando os dois instrumentos simultaneamente. O som acaba sendo uma combinação digital feita com base em cálculos matemáticos, e a companhia acredita que seja possível reproduzir a técnica com outros instrumentos ainda não testados.

Escute:

“O NSynth fornece aos artistas um controle intuitivo sobre o timbre, a dinâmica e a capacidade de explorar novos sons que seriam difíceis ou impossíveis de produzir com um sintetizador manual”, explicou o Google. Muito bacana, mas, pelo menos por enquanto, o sistema ainda não rendeu um produto para ser utilizado pelas massas. Por enquanto, o código aberto pode ser usado por desenvolvedores que desejam testar a tecnologia.

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